“Tomou, pois, o Senhor Deus o homem, e o pôs no jardim do Édem para lavrá-lo e guardá-lo. Ordenou o Senhor Deus ao homem, dizendo: De toda árvore do jardim podes comer livremente; mas da árvore do conhecimento do bem e do mal, dessa não comerás; porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás.”
Gênesis 2:15-17
Grandes problemas em processos e projetos acabam ocorrendo por falta de acompanhamento. Eu ouvi uma vez que, a diferença entre profissionais orientais e ocidentais é que enquanto os primeiros planejam, planejam, planejam, planejam e depois executam, nós aqui planejamos, executamos e corrigimos, corrigimos, corrigimos... Evidente que essa citação está carregada na tinta, mas não raras vezes nos vemos em apuros com processos e projetos que, de repente, desandam feito maionese, por que confiamos demasiadamente na qualidade do plano e nos esquecemos de acompanhar os passos da execução. O ciclo do PDCA, idealizado por Shewhart e amplamente divulgado e aplicado por Deming, nos ensina que após planejar (P) e executar (D), temos que monitorar (C), verificando se o que está sendo feito condiz com o plano original, e se não for assim, tomar de ações (A) para corrigir. Inúmeras vezes nos dedicamos tão intensamente à execução que nos esquecemos, ou deixamos para segundo plano, a checagem. E ao nos depararmos com insucessos, percebemos que o desvio começou muito antes da constatação do problema.

Uma boa ferramenta para acompanhamento de processos, por sua simplicidade, é o CEP – Controle Estatístico do Processo, que nos permite verificar, por meios visuais, se o processo está isento de causas especiais. A grande vantagem do CEP é que podemos visualizar tendências, e tomar ações corretivas antes que atinjam os limites, portanto, saia do controle.
Para acompanhamento de projetos, nada como o bom e velho cronograma, que deve ser colado na parede, bem à frente de quem o controla, e que se tenha o saudável hábito de, diariamente, atualizar.
Certamente existe uma miríade de outras ferramentas, com mais ou menos inovações tecnológicas embarcadas, que no final das contas fazem sempre o mesmo: mostram se o que se planejou está sendo executado. Entretanto, não conheci até agora, tecnologia que resolva problema de “atitude”. Se não quisermos controlar, nada nos obrigará. Talve este seja o maior pecado de quem planeja algo.
Justificando a citação bíblica inicial. Eu costumo dizer que, se Deus não houvesse checado se o primeiro casal havia seguido seu plano, talvez ainda estivéssemos no paraíso.

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