Os boatos nas empresas, via de regra, são fruto da má comunicação entre os que lideram e os que são liderados. A velocidade que eles se espalham é sempre maior que a reação de qualquer meio de comunicação. Mesmo quando se usam murais em locais de grande trânsito interno, a velocidade não é suficiente para vencer o rastilho de pólvora que o boca-a-boca provoca. E como aprendemos desde criança, na brincadeira do telefone sem fio, a mensagem ganha vida própria, novas cores e intensidades, à medida que avança. Até hoje eu nunca vi um meio de comunicação corporativa que pudesse chegar antes da rádio peão. Para evitar que ela seja o único meio de divulgação disponível, todo fato novo deve ser imediatamente levado ao conhecimento de todos os funcionários. Empresas que não dão a devida importância à rede de fofocas experimentam amargos dissabores. Um boato começa com “Não tenho certeza, mas ouvi dizer que…”. Depois ele se transforma em “Ouvi dizer que…”. Para finalmente tornar-se “Você sabia que…?”
Combater os males dos boatos é responsabilidade única e exclusiva dos líderes. A comunicação eficaz promove o sentimento de segurança nas pessoas e de confiança na companhia. A falta dela, além do inverso destes sentimentos, provoca o desinteresse dos colaboradores em participar das ações de melhorias, de qualquer natureza, que tanto as empresas necessitam. E não há evento motivacional que consiga reverter isso. A confiança é a pedra fundamental onde são construídos os relacionamentos duradouros. Os líderes precisam ver sua equipe como extensões de si mesmo, mas para isso, seu time deve ver nele um interlocutor que transmite confiabilidade. E também neste caso, tal como a esposa de Cesar, não basta ser, é preciso parecer confiável.
Como experiência adquirida por tempo de serviço, aqui vão algumas dicas que fui aprendendo, de como os colaboradores avaliam seus superiores, independente de onde ambos estejam situados na escala hierárquica:
| APRECIAM | DETESTAM |
| · Aquele que soluciona e não aquele que cria problema. · Aquele que faz críticas produtivas e honestas, com moderação e respeito ao indivíduo. · Aquele que é objetivo nas suas idéias e determinações. · Aquele que é franco e sincero nas suas opiniões. · Aquele que se interessa por propostas inovadoras. · Aquele que não é centralizador. · Aquele que reconhece um trabalho bem feito. · Aquele que sabe diferenciar homens e máquinas ao tratar com ambos. · Aquele que sabe ouvir e dar feedback. | · Aquele que estimula o clima de rivalidade, dando preferências. · Aquele que é não é honesto no trabalho e faz criticas em qualquer hora e lugar. · Aquele que adota comportamento teatral para aparecer. · Aquele que gosta e valoriza os bajuladores. · Aquele que grita com todos, menos com seu próprio superior. · Aquele que concorda com tudo, mas não age. · Aquele que exige, mas não cumpre horário. · Aquele que faz questão de mostrar seu saber, diminuindo os outros. · Aquele que faz ameaças e promessas e não as cumpre. |
A franqueza e a honestidade levam à confiança.
Se há confiança a comunicação flui.
A comunicação leva ao comprometimento.
O comprometimento leva ao domínio da situação.
O domínio da situação leva ao orgulho de fazer parte.
Fazer parte leva à responsabilidade.
A responsabilidade leva à qualidade, que leva à:
Redução de tempos e custos, melhoria de produtividade e execução, aumento na participação do mercado, lucratividade, crescimento de todos e relacionamentos duradouros, que realimentam e sustentam este círculo virtuoso.
Boa comunicação a todos!


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