sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Elogiar = Falar bem.


Muitas vezes um exemplo negativo ensina mais que um positivo. Eu tive um chefe, que por motivos óbvios manterei seu nome em segredo, que me ensinou diversas formas de como não se deve gerenciar. A primeira que me vem em mente era uma placa que tinha na sala dele, onde se lia uma única palavra: PENSE! Ora, será que alguém precisa pedir isso? Alguém consegue não pensar? Se sim, me ensine, porque às vezes é tudo que eu gostaria de fazer. Pense! Mas pensar em que? Pensar em como seria bom que o final do expediente chegasse logo? Pensar em como está demorando a chegar sexta-feira? Parece-me, hoje, que esta palavra queria demonstrar certa erudição, mas que sugeria mais pedantismo que outra coisa.

Veja outra pérola destes dias. A empresa tinha um programa de premiação para o funcionário que não tivesse nenhuma falta ou atrasos durante o mês; creio que era algo em torno de dez por cento do salário. Mas o fato é que pouquíssimas pessoas ganhavam este prêmio, e as que o faziam, como elas diziam, era mais por autodisciplina do que pelo estímulo do prêmio. O fato é que este meu chefe, quando ia entregar o prêmio, quase sempre para a mesma pessoa, fazia questão que todos parassem o que estavam fazendo e ouvissem o mesmo discurso de sempre, onde ele colocava o ganhador em um pedestal e os demais abaixo do solo. Todos, eu incluso, ficávamos tão desmotivados com esta situação que, quando por algum descuido, estivéssemos próximos a conquistar o prêmio, fazíamos uma hora a mais no almoço e isso era suficiente para não passarmos pelo vexame de ser “elogiados” pelo chefe. Admito que a intensão da empresa fosse louvável, mas a forma como o meu chefe executava era sofrível.

A minha sugestão é que, ao elogiar em público a atitude de um colega da equipe, devemos fazê-lo de forma honesta, simples e principalmente, focada somente na atitude do elogiado e nunca salientando a não atitude dos demais. As pessoas que não estão sendo elogiadas, se quiserem, farão suas próprias e pessoais comparações. Se quem está elogiando se propuser a fazer comparações, ao menos que as faça em relação a si próprio e com mais ninguém. Deve ser honesta, pois um falso elogio é facilmente percebido pelo elogiado e pelos demais. E simples, porque não é preciso fazer longos discursos para expressar o que é essencial. Ao elogiar a atitude e não a pessoa, minimizamos o risco de o elogio ser confundido com bajulação.
Um elogio feito de forma correta tem efeito positivo imediato no elogiado e no médio prazo nos demais. Se feito de forma precária, o efeito negativo é imediato em todos.

Bom trabalho!

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

O “Não, porque...” e o “Por que não?”


Há quem diga que é difícil dizer "não", mas no mundo corporativo eu penso que é a palavra mais utilizada.

Na minha vida empresarial, eu tenho visto dizer-se "não" com uma facilidade sem tamanho. Ouve-se muito "não, porque...", e preenchem as reticências com um sem número de justificativas. O contrário, diante de um fato novo, de um dilema, de um problema ou sugestão, dizer: "Por que não?" encerra um pensar melhor, um dar-se ao trabalho de ousar, um desafio ao status quo. Quem justifica insiste no passado, quem questiona cria o futuro.

Como já nos ensinou Einstein, só se obtém resultados diferentes, fazendo as coisas de outra forma. E só se faz as coisas diferentemente, se pararmos de nos justificar com o passado e pensar em fazer algo diferente para mudar o futuro.

Ok, mas no mundo do qual estamos tratando, o medo de errar (ousar) é tanto que reprime as iniciativas. Então aqui me dirijo aos dirigentes, com perdão do trocadilho, mas cabe a quem dirige tirar essas nódoa do passado de procurar culpados e adotar o salutar desejo de descobrir as causas.

Não vejo necessidade e nem acho que deva me estender mais sobre o tema. Recado dado.

Boa mudança!